quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Alemanha se prepara para redução do crescimento em 2012

Alemanha se prepara para redução do crescimento em 2012
BERLIM — O governo alemão revisou para menos sua perspectiva de crescimento para 2012, mas assegurou que uma recessão não está nas previsões, a menos que a crise na Eurozona se aprofunde.
Berlim espera um pequeno crescimento de 0,7% neste ano, segundo um relatório redigido pelo ministério da Economia, que esperava anteriormente um crescimento de 1%.
A Alemanha também divulgou pela primeira vez sua previsão para 2013, que prevê uma recuperação do crescimento para 1,6%.
O ano de 2012 será marcado por um freio depois de dois anos bons (+3,7% em 2010, +3% em 2011).
Alguns economistas consideram o governo alemão muito otimista: Jörg Krämer, chefe economista da Commerzbank, espera uma estagnação total do produto interno bruto neste ano, enquanto Ben May (Capital Economics) chega a falar sobre uma recessão de 0,5%.
Garrelt Duin, especialista em questões econômicas da oposição social-democrata SPD, acusa o governo de se "recusar a ver a realidade".
Segundo ele, a chanceler Angela Merkel e sua trupe pintam de rosa a situação econômica alemã para justificar sua política de austeridade, em vez de tomar medidas de estímulo.
A primeira economia europeia "vai bem, não podemos de maneira nenhuma falar de recessão", assegurou o ministro da Economia Philipp Rösler durante uma coletiva de imprensa, prevendo, no máximo, um "inverno oco".
Ele acredita que o país poderá voltar a um crescimento do produto interno bruto já no primeiro trimestre: "Esperamos um crescimento de 0,1%" no início deste ano, enquanto a Alemanha passou no vermelho no quarto trimestre de 2011, com uma "queda de 0,3%" do PIB, disse Rösler.
Quanto ao resto, a Alemanha espera um déficit público estável em 1% do PIB e uma taxa de desemprego de 6,8% em 2012.
Mas a evolução da conjuntura "depende decisivamente do crescimento e da estabilidade dos parceiros europeus", afirmou Rösler. "Um crescimento contínuo da Alemanha só é possível caso a Europa tenha um crescimento durável", estimou.
"A previsão anual do governo repousa em duas condições centrais, na solução da crise da Eurozona e no fim da incerteza dos mercados. Uma agravação da crise será, sem dúvida, o maior risco para a evolução econômica em 2012", prevê o ministério da Economia em seu relatório.
"A Alemanha verá suas forças de crescimento se voltarem cada vez mais para a demanda interna", consumo das famílias ou investimento de empresas, em detrimento das exportações, segundo o relatório publicado pelo ministério.
Rösler afirmou que isso terá "um efeito estabilizador sobre os parceiros europeus", que se apóiam na Alemanha, grande exportadora.
O ministério da Economia estima que "riscos suplementares residem no congelamento da economia internacional, principalmente se os Estados Unidos não encontrarem o caminho do crescimento".
No que diz respeito ao países emergentes, "o crescimento deles em curto prazo será freado pelo fim das políticas monetárias expansivistas e pelo enfraquecimento das economias desenvolvidas, mas a dinâmica do crescimento de base continua intacta", assegura Berlim.
O Banco Mundial fez um alerta na terça-feira contra uma forte desaceleração da economia global, incluindo "novos riscos de danos" para os países emergentes, a China e a Índia em particular.

GELO BAIANO

Tit_ico Política
Quarta, 18 de janeiro de 2012, 16h36
GELO BAIANO

Secretaria esclarece que blocos estão em conformidade com lei

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Sissy Cambuim, repórter do GD
Em nota técnica divulgada nesta quarta (18), a Secretaria de Estado de Transporte e Pavimentação Urbana (Setpu), notificada pelo desembargador Mariano Travassos a prestar informações sobre a colocação dos chamados “gelo baiano” em um trecho da Rodovia Emanuel Pinheiro (MT-251), na saída para Chapada dos Guimarães, esclareceu que a medida temporária está em conformidade com o Código de Trânsito Brasileiro.
A legislação estabelece que dispositivos de proteção contínua são elementos colocados de forma contínua e permanente ao longo da via, confeccionados em material flexível, maleável ou rígido, que tem como objetivo: Evitar que veículos e pedestres transponham determinado local; Evitar ou dificultar a interferência de um fluxo de veículos sobre o fluxo oposto.
Os blocos de concreto foram colocados na pista para evitar que os motoristas fizessem conversões irregulares para entrar e sair do supermercado Atacadão, inaugurado no ano passado. A instalação da empresa foi autorizada pela Prefeitura de Cuiabá, mas o trânsito de veículos e pedestres ao longo da rodovia é de responsabilidade do Estado.
Após uma série de acidentes, inclusive com uma vítima fatal no início deste ano, o vereador por Cuiabá, Antônio Fernandes (PSDB), ingressou com uma ação popular com pedido de liminar contra o governador Silval Barbosa (PMDB) e o secretário Arnaldo Alves para a retirada do gelo baiano da pista. motivo pelo qual o Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT) solicitou as informações.
Segundo a Setpu, a solução definitiva para o impasse no trecho que vai do trevo da Guia ao trevo da Fundação Bradesco depende da duplicação prevista para o local. O processo administrativo para continuidade da obra se encontra em fase de adequação do projeto executivo.
Confira a nota na íntegra:
A Secretaria de Estado de Transporte e Pavimentação Urbana, diante das reportagens veiculadas na imprensa local, esclarece pontos técnicos acerca da colocação dos “blocos de concreto” no trecho da MT-251, entroncamento da Cuiabá/Guia - trevo da Associação do Ministério Público do Estado de Mato Grosso.
A autorização para instalação do supermercado atacadista é de competência da Prefeitura Municipal de Cuiabá MT. Porém, o trânsito de veículos e pedestres ao longo da rodovia MT-251 é de responsabilidade do Estado de Mato Grosso.
Tramita na SETPU processo administrativo para continuidade da obra de duplicação da rodovia MT-251 que se encontra em fase de adequação do projeto executivo para inicio das obras, que solucionarão por definitivo o impasse nesse segmento da rodovia.
A instalação do supermercado antes do inicio das obras de duplicação do trecho da MT-251 referido aumentou o fluxo de veículos que, devido à imprudência de alguns motoristas insistiam em realizar manobras proibidas, que também foram veiculadas na imprensa local.
Destacamos que o trecho em comento contempla faixas de trânsito de veículo de sentidos opostos, que não permitem à realização de transposição de faixas, sequer, a realização de manobras para conversões.
Diante dos fatos presenciados pelos técnicos da Secretaria de Estado de Transporte e, inclusive, veiculados pela mídia local, foi necessária a adequação do transito do trecho, o que se conseguiu mediante a instalação de semáforo para travessia de pedestre, ponto de ônibus, placas de sinalização e dispositivos de contenção continua.
As medidas tomadas encontram-se embasamento no Código de Trânsito Brasileiro, que contempla no Anexo I, os blocos de concreto, tecnicamente denominados “BARREIRAS DE CONCRETO DUPLA” que são dispositivos auxiliares de segurança de proteção contínua utilizados no trecho, conforme abaixo descrito:
“Código de Transito Brasileiro"
Anexo I
DOS CONCEITOS E DEFINIÇÕES
Dispositivo de segurança qualquer elemento que tenha a função especifica de proporcionar maior segurança ao usuário da via, alertando-o sobre situações de perigo que possam colocar em risco sua integridade física e dos demais usuários da via, ou danificar seriamente o veículo.
(...)
3. DISPOSITIVOS AUXILIARES
Dispositivos auxiliares são elementos aplicados ao pavimento da via, junto a ela, ou nos obstáculos próximos, de forma a tornar mais eficiente e segura a operação da via. São constituídos de materiais, formas e cores diversas, dotados ou não de refletividade, com a função de:
- incrementar a percepção da sinalização, do alinhamento da via ou de obstáculos à circulação;
- reduzir a velocidade praticada;
- oferecer proteção aos usuários;
- alertar os condutores quanto a situações de perigo potencial ou que requeiram maior atenção
(...)
3.5. DISPOSITIVOS DE PROTEÇÃO CONTÍNUA
São elementos colocados de forma contínua e permanente ao longo da via, confeccionados em material flexível, maleável ou rígido, que tem como objetivo:
1. Evitar que veículos e/pedestres transponham determinado local;
2. Evitar ou dificultar a interferência de um fluxo de veículos sobre o fluxo oposto
- Barreiras de concreto. Especificação mínima: Norma ABNT DUPLA”.
Elas possuem o intuito de alertar aos usuários da rodovia MT-251 que a velocidade máxima permitida no trecho é de 40 Km/h; impor sua parada na sinalização semafórica de pedestre e coibir a realização de conversões não permitidas, uma vez que, a 800 metros do local existe rotatória destinada ao retorno dos veículos.

BBB 12: Daniel espera que "justiça seja feita", diz revista

publicado em 18/01/2012 às 07h33:

BBB 12: Daniel espera que "justiça seja feita", diz revista

Via Twitter, ex-brother agradece apoio de fãs e amigos
Do R7

Daniel foto cortadaDivulgação
Veja fotos do modelo Daniel
O ex-BBB Daniel agradece o apoio de amigos e fãs
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O modelo Daniel Echaniz, primeiro brother expulso na história do BBB 12, espera "que a justiça seja feita".
Monique diz que ficou com Daniel porque quis e porque estava bêbada
Comissão da Câmara quer explicações de Boninho
Ministério Público Federal apura violação de direitos da mulher no BBB
A informação foi divulgada na noite de ontem (17), no site da Revista Caras, com base nas publicações do próprio Daniel em seu Twitter. Foi também pelo microblog que o ex-brother agradeceu as mensagens de apoio de fãs e amigos.
- Estou muito feliz com as mensagens de força e positividade. Porem, ao mesmo tempo, muito chatiado [sic] com o julgamento precipitado de muitos.
O carioca deixou o reality na segunda (16) por determinação da produção do programa e pressão do Ministério Público Federal.

Entenda o caso
Monique ficou embriagada durante uma festa de sábado (14). Já na madrugada de domingo (15), debaixo de um edredom, Daniel agarrou a estudante. A polêmica começou depois que telespectadores disseram no Twitter que ela poderia ter sido vítima de estupro.
Em um vídeo de sete minutos, divulgado no internet, é possível ver Daniel em movimentos suspeitos, como se estivesse fazendo sexo com a sister, que, por sua vez, parece dormir profundamente.
Chamada ao confessionário, a estudante disse que não teve relações sexuais com o modelo. O diretor-geral do reality show, J.B. Oliveira, o Boninho, convocou a sister para uma conversa, já que os telespectadores pediam a expulsão do participante. Monique demonstrou estar confusa: "Será que eu fiz [sexo]?"
Estupro: nova lei
No ano de 2009 o governo Lula sancionou a lei 12.015, que altera as leis 2.848 (Código Penal) e 8.072 (que trata dos crimes hediondos). Ela tornou mais severas as penas para os crimes de pedofilia, estupro seguido de morte e assédio sexual contra menores.
O autor do estupro pode pegar entre seis e dez anos de pena com prisão. A nova lei amplia a aplicação da pena para os casos que, na lei anterior, eram tratados apenas como atos libidinosos. O artigo 215 da lei diz que é estupro "ter conjunção carnal ou praticar outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima".
Questionado pelo R7 sobre possível eficácia de um exame de corpo de delito, uma vez que, após a mudança do Código Penal, o crime de estupro não se configura somente em caso de conjunção carnal, o delegado disse que pretende ouvir os participantes envolvidos e coletar evidências exibidas no programa para embasar a abertura do inquérito.
Veja a nota oficial divulgada pela CGCOM (Central Globo de Comunicação) na noite de segunda-feira.
"Daniel foi eliminado do Big Brother Brasil 12 no início da noite desta segunda-feira devido a um grave comportamento inadequado. Após rigorosa avaliação da Rede Globo, iniciada no domingo de manhã, a notícia foi comunicada ao ex-brother. O apresentador da atração, Pedro Bial, anunciará a decisão na edição desta noite".

Kodak pede concordata nos EUA

19/01/2012 05h12- Atualizado em 19/01/2012 08h15

Kodak pede concordata nos EUA

Empresa solicita quebra voluntária para reorganizar seus negócios.
Kodak foi fundada em 1888 com sede em Rochester, Nova York.

Do G1, com agências *
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A centenária companhia fotográfica Eastman Kodak apresentou perante um tribunal de Nova York um pedido de concordata para reorganizar seus negócios. A informação foi feita pela própria empresa, nesta quinta-feira (19), por meio de comunicado. "A companhia e suas subsidiárias nos EUA entram com pedido voluntário de 'proteção' ao Capítulo 11 da Lei de Falências dos Estados Unidos", afirmou em nota.
A Kodak pediu concordata depois de não ter conseguido levantar capital para financiar uma recuperação financeira de longo prazo. Com o pedido, a empresa pretende reforçar a liquidez nos Estados Unidos e no exterior, rentabilizar a propriedade intelectual não estratégica, solucionar a situação dos passivos e concentrar-se nos negócios mais competitivos.
Estratégia
Pioneira dos processos fotográficos, a Kodak foi fundada em 1888 com sede em Rochester (Nova York). Há décadas, porém, a empresa luta para lidar com a concorrência emergente no segmento fotográfico, o que se acentuou com o surgimento da tecnologia digital.
Sua cartada final - uma tentativa de se transformar em uma empresa que vende impressoras - revelou-se algo demasiadamente caro em meio às vendas em declínio do filme fotográfico e às caras obrigações pagas aos funcionários aposentados.
Pátio da Kodak, em Nova York, vazio (foto de 6 de janeiro) (Foto: AP)Pátio da Kodak, em Nova York, vazio (foto de 6 de
janeiro) (Foto: AP)
O pedido de concordata é um revés para o presidente executivo, o espanhol Antonio Perez, que assumiu o cargo de executivo-chefe da Kodak em 2005. Ele havia trabalhado por 25 anos na Hewlett-Packard Co., ajudando a contabilizar mais de US$ 7 bilhões em valor de mercado para a HP. Na Kodak, contudo, não conseguiu repetir o feito.
Incertezas sobre a estratégia utilizada por Perez para tentar levantar o setor de impressoras da empresa levanta questões sobre o destino dos cerca de 19 mil funcionários da companhia. A operação também representa riscos para os aposentados da Kodak, dando margens à possibilidade de a empresa tentar fugir de suas obrigações sobre as pensões e a assistência médica dos trabalhadores perante o Tribunal.
Financiamento
A empresa disse que obteve US$ 950 milhões em financiamento do Citigroup e que continuará a operar seus negócios. "A recuperação econômica da empresa visa impulsionar a liquidez nos EUA e no exterior, obter capital não estratégico proveniente de propriedade intelectual, equacionar os passivos herdados e permitir que a empresa se concentre em suas linhas de negócios mais valiosos", disse o comunicado emitido pela Kodak.
Entenda o Capítulo 11
O Capítulo 11 da lei de falências americana, ao qual a AMR recorreu nesta terça-feira, permite a uma empresa com dificuldades financeiras continuar funcionando normalmente, dando-lhe um tempo para chegar a um acordo com seus credores.
A proteção do Capítulo 11 pode ser requerida seja pela empresa em dificuldades, seja por um de seus credores. Este procedimento significa uma vontade de reestruturação da companhia, sob o controle de um tribunal.
O Capítulo 11 permite ao devedor manter todos seus ativos, se opor às demandas de seus credores, adiar os prazos de seus pagamentos e até reduzir unilateralmente sua dívida. Em contrapartida, obriga a empresa que se coloca sob sua proteção a dar ao juiz das falências informações detalhadas sobre o andamento das transações sobre seus credores.
A companhia que solicita esta proteção também deve preparar sua demanda da forma mais detalhada possível para informar devidamente o juiz e seus credores de sua real situação financeira.
Se as transações transcorrem bem, a empresa consegue do juiz e dos credores um plano de reorganização dentro de um prazo de até vários meses. Trata-se de um contrato que estipula a forma como a companhia vai pagar suas dívidas e de onde virá o dinheiro que servirá para este fim.

Brasil é segundo país mais desigual do G20, aponta estudo

19/01/2012 06h18- Atualizado em 19/01/2012 07h42

Brasil é segundo país mais desigual do G20, aponta estudo

País está à frente apenas da África do Sul e, embora no caminho certo, ainda precisa fazer progressos, segundo pesquisadores.

Da BBC
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O Brasil é o segundo país com maior desigualdade do G20, de acordo com um estudo realizado nos países que compõem o grupo.
De acordo com a pesquisa Deixados para trás pelo G20?, realizada pela Oxfam - entidade de combate à pobreza e a injustiça social presente em 92 países -, apenas a África do Sul fica atrás do Brasil em termos de desigualdade.
Como base de comparação, a pesquisa também examina a participação na renda nacional dos 10% mais pobres da população de outro subgrupo de 12 países, de acordo com dados do Banco Mundial. Neste quesito, o Brasil apresenta o pior desempenho de todos, com a África do Sul logo acima.
A pesquisa afirma que os países mais desiguais do G20 são economias emergentes. Além de Brasil e África do Sul, México, Rússia, Argentina, China e Turquia têm os piores resultados.
Já as nações com maior igualdade, segundo a Oxfam, são economias desenvolvidas com uma renda maior, como França (país com melhor resultado geral), Alemanha, Canadá, Itália e Austrália.
AvançosMesmo estando nas últimas colocações, o Brasil é mencionado pela pesquisa como um dos países onde o combate à pobreza foi mais eficaz nos últimos anos.
O estudo cita dados que apontam a saída de 12 milhões de brasileiros da pobreza absoluta entre 1999 e 2009, além da queda da desigualdade medida pelo coeficiente de Gini, baixando de 0,52 para 0,47 no mesmo período (o coeficiente vai de zero, que significa o mínimo de desigualdade, a um, que é o máximo).
A pesquisa prevê que, se o Brasil crescer de acordo com as previsões do FMI (3,6% em 2012 e acima de 4% nos anos subsequentes) e mantiver a tendência de redução da desigualdade e de crescimento populacional, o número de pessoas pobres cairá em quase dois terços até 2020, com 5 milhões de pessoas a menos na linha da pobreza.
No entanto, a Oxfam diz que, se houver um aumento da desigualdade nos próximos anos, nem mesmo um forte crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) poderá retirar um número significativo de brasileiros da pobreza.
"Mesmo que o Brasil tenha avanços no combate da pobreza, ele é ainda um dos países mais desiguais do mundo, com uma agenda bem forte pendente nesta área", disse à BBC Brasil o chefe do escritório da Oxfam no Brasil, Simon Ticehurst.
Para ele, é importante que o governo dê continuidade às políticas de transferência de renda, como o Bolsa Família, e que o Estado intervenha para melhorar o sistema de distribuição.
"Os mercados podem criar empregos, mas não vão fazer uma redistribuição (de renda)", afirma.
Outras questõesTicehurst diz que, para reduzir a desigualdade, o Brasil também precisa atacar as questões da sustentabilidade e da resistência a choques externos.
"As pessoas mais pobres são as mais impactadas pela volatilidade do preço dos alimentos, do preço da energia, dos impactos da mudança climática. O modelo de desenvolvimento do Brasil precisa levar isso mais em conta."
Para o representante da Oxfam, a reforma agrária e o estímulo à agricultura familiar também é importante para reduzir a desigualdade.
"Da parcela mais pobre da população brasileira, cerca de 47% vive no campo. Além disso, 75% dos alimentos que os brasileiros consomem são produzidos por pequenos produtores, que moram na pobreza", afirma TiceHurst.
"É preciso fechar esse circuito para que os produtores que alimentam o país tenham condições menos vulneráveis e precárias."
Segundo o estudo da Oxfam, a maioria dos países do G20 apresenta uma tendência "preocupante" no sentido do aumento na desigualdade.
A entidade afirma que algumas dessas nações foram "constrangida" pelas reduções significativas da desigualdade registradas nos países de baixa renda nos últimos 15 anos.
"A experiência do Brasil, da Coreia do Sul e de vários países de renda baixa e média-baixa mostra que reduzir a desigualdade está ao alcance dos dirigentes do G20", afirma o texto.
"Não existe escassez de potenciais alavancas para políticas (de redução da desigualdade). Em vez disso, talvez exista uma escassez de vontade política", diz o estudo.
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