sábado, 28 de abril de 2012

secopa

SECRETARIADO | 28/04/2012 - 07:54

Sob o efeito-Cachoeira, Wellington pede prazo a Silval para ir à Secopa

Patrícia Sanches


Suposta ligação de deputado Wellington Fagundes com bicheiro Cachoeira "amarra" ida do parlamentar para a Secopa
Numa longa conversa com o governador Silval Barbosa (PMDB), o deputado federal Wellington Fagundes, presidente do PR, pediu trégua de entre 2 e 4 meses para assumir a Secopa. Ele alegou que esse seria o tempo suficiente para provar sua inocência, seja junto a CPMI no Congresso, seja junto à sociedade, da acusação feita pelo ex-diretor-geral do Dnit Luiz Antônio Pagot, segundo a qual ele teria feito lobby junto ao órgão em favor da Delta, especialmente em relação à duplicação da BR-163, no trecho da Serra de São Vicente.
Silval concordou com o pedido de trégua de Wellington, tanto que já anunciou o então adjunto-executivo Maurício Guimarães como novo secretário da Copa, em substituição a Eder de Moraes. O PR sustenta que segue conduzindo a secretaria, sob alegação de que Maurício é seu filiado, embora com perfil técnico. O deputado, por sua vez, admitiu que se fosse assumir o cargo poderia se tornar vidraça e, ainda, contaminar o Governo com novo desgaste, agora com ligação ao escândalo nacional envolvendo o contraventor Carlinhos Cachoeira, que está preso.
Cachoeira é apontado pela Polícia Federal como chefe de um esquema de fraudes em contratos, numa parceria com a Delta, empreiteira que mais toca obras públicas no Brasil, inclusive em Mato Grosso. Wellington entra na história após declarações de Pagot que, em entrevista a revista Época. Pagot declarou que caiu do comando do Dnit motivado por armação de Cachoeira e da Delta e também por parlamentares do PR, que estavam contrariados com a fiscalização do departamento.
Entre eles estaria o próprio mato-grossense. Com isso, deixou Wellington numa saia-justa. Tanto o parlamentar como o Pagot devem ser ouvidos pela CPMI. Somente após esclarecimentos dos fatos é que Wellington pretende retomar as conversações de olho na Secopa. Isso se não sair arranhado e com os pés amarrados por causa do efeito Cachoeira.

Chico Galindo deixa para o fim de maio definição da secretaria de governo, acumulada por Carlos Brito

 

Da Redação - Renê Dióz
O prefeito de Cuiabá, Chico Galindo (PTB), anunciou que somente após o dia 20 de maio – mesmo prazo pedido para definir se é candidato à reeleição – definirá quem deve assumir a Secretaria de Governo do município, cargo acumulado atualmente pelo secretário de Comunicação, Carlos Brito (PSD).

Brito passou à condição de “supersecretário” após remanejamento amplo feito por Galindo no primeiro e no segundo escalão do staff, que levou o então titular Silvio Fidelis ao Instituto de Planejamento e Desenvolvimento Urbano (IPDU).

Durante evento do PTB na tarde desta sexta-feira (27) Galindo explicou que, embora preze para que não haja acumulações de funções no staff, Brito deve permanecer no comando duplo enquanto continuar apresentando um bom desempenho e até porque seu adjunto tem respondido por muitas das demandas da Secretaria de Governo, ligada diretamente à figura do prefeito.

Antes disso, Brito era cotado para assumir a Secretaria de Obras, desmembrada da antiga Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminfe). Quem ficou com a pasta foi Quidalguro Fonseca.

Taques diz que é grave denúncia de manipulação de decisões judiciais

 

De Brasília - Vinícius Tavares
O senador Pedro Taques (PDT-MT) criticou duramente a troca de farpas por meio da imprensa entre os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Joaquim Barbosa e Paulo Cesar Peluso. Taques avalia como grave a declaração de Barbosa de que Peluso teria manipulado decisões judiciais.

"Isso é verdade? Quais seriam esses julgamentos? Os outros 10 ministros concordaram? Foi uma manipulação processual? Houve fraude na votação do Supremo?”, indagou o senador.

O parlamentar classificou a discussão de "barraco supremo”. Para ele, se o episódio "tivesse ocorrido em um país sério, incorreria em crime de responsabilidade, nos termos da lei 1079”.

"O STF é aquele que está acima dos outros tribunais. A guerra de palavras entre os dois ministros não condiz com a função exercida pelos integrantes da alta cúpula do Judiciário”, finalizou Pedro Taques, lembrando que uma das principais obrigações da magistratura é reputação ilibada, além de notório saber jurídico.

União garante R$ 2 bi para quatro eclusas na Teles Pires/Tapajós

 

De Alta Floresta - Alexandre Alves
Foto: Reprodução
Mapa da futura hidrovia
Mapa da futura hidrovia
O Ministério dos Transportes sinalizou a garantia de R$ 2 bilhões para a construção de quatro eclusas (mecanismos de elevação de embarcações) que viabilizarão a hidrovia Teles Pires-Tapajós, em trecho de 1.043 quilômetros, com um porto em Cachoeira Rasteira, no município de Apiacás (1.010 km ao extremo norte de Cuiabá).

A informação é do coordenador-executivo do Movimento Pró-Logística, Edeon Vaz, em entrevista ao Olhar Direto e outros veículos de comunicação nesta sexta-feira à tarde em Alta Floresta (823 km da capital), município onde acontece o “Movimento Pró-Porto”.

“O Ministério garantiu os recursos para a construção de quatro eclusas nas hidrelétricas de São Luis do Tapajós, Chacorão e Jatobá”, disse Edeon aos jornalistas.

Segundo o coordenador, com os quatro “elevadores” nas futuras hidrelétricas e o porto de Cachoeira Rasteira, a soja produzida no Médio Norte de Mato Grosso poderá ser escoada via hidrovia, barateando o custo de transporte. Atualmente são gastos cerca de US$ 130 por tonelada de soja, partindo de Sorriso até os portos de Santos (SP) ou Paranaguá (PR).

Com a futura hidrovia, o custo vai baixar para R$ 53 de frete hidroviário, mais o rodoviário em trecho de aproximadamente 500 quilômetros entre Sorriso e Apiacás. Deve-se levar em consideração também que o frete marítimo vai ficar mais em conta, já que os navios serão carregados em Santarém ou Belém, no Pará, ou ainda no porto de Santana, no Macapá (AP), diminuindo as distâncias que os navios precisam percorrer para chegar até a China – maior importador da oleaginosa mato-grossense.

Segundo Edeon, com os recursos garantidos para as quatro eclusas, as lideranças ligadas ao agronegócio vão trabalhar para a efetivação da construção das eclusas junto com as hidrelétricas. “Isso, na melhor das hipóteses, vai se concretizar por volta de 2018, mas temos que começar a mobilização agora, para conseguir que as eclusas sejam feitas durante as construções das barragens”, comentou.

Vaz informou que a soja transportada pelo futuro modal vai gerar economia de aproximadamente R$ 8 por saca, se comparado aos modais rodoviário e ferroviário usados hoje.

“Mato Grosso tem potencial para ampliar em nove milhões de hectares sua área plantada sem derrubar uma única árvore, usando apenas pastagens degradadas. Mas para isso é preciso viabilizar a logística de transporte, e a hidrovia é o melhor caminho”, pontuou Edeon Vaz.

sexta-feira, 27 de abril de 2012

Policia

27/04/2012 - 09:00

Mulher agride bebê de 9 meses em briga com marido ápos bebedeira


De Rondonópolis - Débora Siqueira
Foto: Ailton Lima/Data Hoje
Em depoimento, Maria de Fátima disse que a criança se feriu durante a briga com o marido
Em depoimento, Maria de Fátima disse que a criança se feriu durante a briga com o marido
Depois de ingerirem bebida alcoólica, a dona de casa Maria de Fátima Silva do Nascimento, 21 anos, e o marido Gerlan Eduardo Ribeiro, 33, se desentenderam e, segundo o esposo, a mulher ficou descontrolada e passou a espancar dois animais e o filho do casal L.E.R.S., 9 meses. O caso foi registrado no Centro Integrado de Segurança e Cidadania (Cisc), às 3h de hoje. O casal vive no distrito de Campo Limpo, zona rural de Rondonópolis.

Conforme os relatos de Gerlan, a mãe pegou o próprio filho pelo tronco e o atirou no chão, causando inchaço na cabeça do bebê. Em seguida, pegou o bebê pelo pescoço na tentativa de esganá-lo, mas o pai interviu e bateu na mulher para impedir que ela continuasse a agredir a criança.

O menino foi trazido para o Pronto-Atendimento Infantil para receber curativos e cuidados médicos. A família procurou o Conselho Tutelar. A Polícia Militar prendeu Maria de Fátima em flagrante. Ela foi localizada a cinco quilômetros do distrito, sentido a cidade. Como ainda estava descontrolada, a PM teve que usar força física para contê-la.

Durante depoimento ao delegado plantonista, ela negou ter agredido o filho e disse que ele teria se ferido durante a briga com o esposo. Por sua vez, Gerlan reafirmou o que disse à Polícia Militar e acrescentou que esta é a terceira vez que a mãe agride o bebê e ele já ficou ferido em outras brigas do casal.

Maria de Fátima foi autuada por tentativa de homicídio e encaminhada à Cadeia Feminina.