quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Espanha termina 2011 como melhor do Ranking da Fifa

  • Espanha termina 2011 como melhor do Ranking da Fifa


  • Atual campeã mundial, Furia consegue o feito pelo quarto ano consecutivo. Seleção não mudou de posição em relação ao mês passado



  • AP

    Xavi é um dos destaques da Espanha, que termina liderando ranking da Fifa pelo quarto ano seguido

    GLOBO ESPORTE

    Atual campeã mundial, a Espanha terminou 2011 como primeira colocada no ranking da Fifa pelo quarto ano consecutivo, segundo lista divulgada pela organização nesta quarta-feira. Por sua vez, a Seleção Brasileira segue na sexta colocação, como estava em novembro.

    Os espanhóis têm 1.564 pontos, seguido de Holanda (1.365), Alemanha (1.345), Uruguai (1.309) e da Inglaterra (1173). O Brasil aparece atrás do English Team, com 1.143, e os argentinos estão na décima posição (1.067).
    A Espanha termina como primeira colocada da lista no ano desde 2008, quando desbancou a Argentina. De 2002 a 2006, a honra coube justamente ao Brasil.
    Gareth Bale País de gales (Foto: Agência Getty Images)
    Bale, do Tottenham, ajudou Gales a ser a seleção de
    maior evolução em 2011 no ranking da Fifa (Getty)
    Segundo a Fifa, a equipe que mais evoluiu foi o País de Gales, atual 48ª colocada. A nação, que subiu duas posições em relação a novembro, somou 330 pontos nesta temporada de 2011 - na qual foram realizadas 1.046 partidas entre seleções.
    Já Samoa Americana, que venceu seu primeiro jogo em eliminatórias de Copa do Mundo, pulou 18 postos e é o 186° colocado.
    O primeiro ranking da Fifa de 2012 sai no dia 18 de janeiro, mas não deve ter mudanças significativas porque as seleções ainda não entraram em campo para a disputa de amistosos.
    Confira os dez primeiros colocados do ranking da Fifa no final de 2011:
    1. Espanha 1.564 pontos
    2. Holanda 1.365
    3. Alemanha 1.345
    4. Uruguai 1.309
    5. Inglaterra 1.173
    6. Brasil 1.143
    7. Portugal 1.100
    8. Croácia 1.091
    9. Itália 1.082
    10. Argentina 1.067
  • Pantanal pode ter 126 usinas; peixes sofrerão riscos

  • Pantanal pode ter 126 usinas; peixes sofrerão riscos


  • Para pesquisadora da Embrapa, espécies migratórias como o pacu serão afetadas



  • Divulgação

    Pesquisadora Débora Calheiros alerta para risco à reprodução de espécies, na Bacia do Alto Paraguai

    RODRIGO VARGAS
    DA REDAÇÃO
    A concretização de 82 usinas e centrais hidrelétricas em processo de licenciamento para a Bacia do Alto Paraguai, em Mato Grosso, vai colocar em risco a reprodução de espécies migratórias de grande valor comercial e turístico, como o pacu e o pintado, e a qualidade das águas do Pantanal.

    Ao todo, segundo dados da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), 126 empreendimentos estão previstos para a região, dos quais 44 já estão em operação.

    A maior parte - 70% - é de PCHs (Pequenas Centrais Hidrelétricas), com potência instalada menor do que 30 megawatts.

    Segundo a pesquisadora Débora Calheiros, da Embrapa Pantanal, apesar de operarem a "fio d'água" - ou seja, sem necessidade de reservatórios de grande porte -, as PCHs represam nutrientes e material em suspensão que contribuem para o funcionamento ecológico da planície.

    "As PCHs não mudam a quantidade da água, mas a qualidade", disse ao MidiaNews a pesquisadora.

    Mas, segundo ela, efeito combinado das usinas pode afetar o fluxo de água e os pulsos de inundação.

    "O problema é que estão previstas várias PCHs para o mesmo rio, tendo como resultado final um impacto semelhante ao de um grande reservatório", declarou.

    Conforme a pesquisadora, 75% da água do sistema pantaneiro vêm do norte da bacia, onde se concentra a maior parte dos projetos previstos.

    "O pulso de inundação, mudando em cada um dos principais rios formadores do Pantanal, teria impactos imprevisíveis, afetando o funcionamento característico do Pantanal", disse Débora Calheiros.

    A pesquisadora afirmou que cerca de 70% do potencial hidrelétrico da bacia do Alto Paraguai já estão instalados.

    Na sub-bacia do rio Cuiabá, por exemplo, são cinco as barragens com geração superior a 30 megawatts.

    "O aproveitamento de 100% do potencial levaria à perda de outros serviços ambientais em favor da produção de energia, como produção pesqueira e turismo", disse a pesquisadora.

    Espécies migratórias como o pacu também poderão enfrentar redução populacional. "Em qualquer bacia onde se tem barragens, a produção pesqueira cai sensivelmente. E onde tem 126? Como prever?", afirmou.

    A situação foi discutida na semana passada em um seminário promovido em Cáceres (225 km a Oeste de Cuiabá), com a participação de representantes dos ministérios públicos federal e estadual.

    No documento intitulado "Carta de Cáceres", os participantes defenderam a suspensão dos licenciamentos, até que seja concluída uma avaliação ambiental do impacto conjunto dos empreendimentos previstos.

    "A energia gerada pelas PCHs em planejamento equivalem a apenas 1% da energia a ser ofertada para o país. Ou seja, estaríamos trocando a conservação do Pantanal por 1% de energia", completou a pesquisadora.
  • Família promete manter o legado de Ramis Bucair

  • Família promete manter o legado de Ramis Bucair


  • Com a expedição de Rondon, ele ajudou a desbravar Mato Grosso; filhos querem manter a memória do pai



  • MidiaNews/Divulgação

    Corpo de Ramis foi velado na Capela Jardins; no destaque, cena do seu cotidiano de estudos

    EUZIANY TEODORO
    DA REDAÇÃO
    Morreu na manhã desta terça-feira (20), em Cuiabá, depois de três anos lutando contra um câncer, o espeleólogo e engenheiro agrimensor Ramis Bucair, destacada personalidade cuiabana.

    A família do "explorador de cavernas", como era conhecido, reconhece o legado deixado por ele e promete continuar a obra que ele fazia. Seu corpo foi sepultado no começo da noite, no Cemitário da Piedade, no Centro da Capital.

    A filha do engenheiro, Ramilza Bucair, afirmou ao MidiaNews, durante o velório do pai, na Capela Jardins, que a família vai se empenhar em representar bem o trabalho de Ramis.

    "Vamos continuar administrando o Museu de Pedras, manter as amizades, os lugares em que ele frequentemente ia. Tudo para que a memória dele seja mantida e a contribuição que ele deu a Mato Grosso continue viva", disse ela.

    Ramis Bucair tinha muita história para contar. Participou das últimas expedições do Marechal Cândido Rondon, desbravando o Estado de Mato Grosso. Como engenheiro, foi responsável por vários mapas do Estado, feitos por meio de levantamentos topográficos "in loco". Gostava de viajar, pesquisar, fotografar, topografar e colecionar.

    O genro, Maurício Menezes, conta que o cientista era sempre "muito família". "Sempre muito carinhoso, mas também dava jeito de escapar e ir encontrar os amigos, como Rubens de Mendonça e Silva Freire [nomes ilustres da história das Letras mato-grossenses]. Ele deixa o legado da cuiabania e uma grande contribuição cultural e histórica", afirmou.

    Ramis Bucair explorou 39 cavernas em Mato Grosso, no total. Neste período, sofreu com a malária por 29 vezes e superou a doença. O histórico erguido por ele nessas explorações está no Museu das Pedras que leva seu nome e que está localizado no Calçadão da Rua Galdino Pimentel (antiga Rua do Meio). Seu escritório tem sede na Rua Pedro Celestino (Rua de Cima), no Centro Histórico de Cuiabá.

    O vereador por Cuiabá, Paulo Borges (PSDB), afirmou que os jovens cuiabanos têm a responsabilidade de representar personalidades que se vão, como o próprio Bucair, e também Névio Lotufo, grande dançarino, colecionador, fotógrafo, que também morreu neste ano.

    "Temos que estudar o passado deles e adquirir esses ensinamentos para fazer uma cidade melhor e um Estado melhor", defendeu o vereador tucano.

    História
    Ramis Bucair nasceu em Poxoréu (251 km ao Sul de Cuiabá), no dia 13 de junho de 1933. Seu pai, José Bucair, era um comerciante libanês, que veio a Capital de Mato Grosso em 1922 para abrir uma loja de tecidos e gêneros alimentícios, na atual Rua General Mello. Na capital, José Bucair casou-se com Helena, uma cuiabana com a qual teve seis filhos.

    Ramis estudou o primário como interno no Colégio São Gonçalo e completou o ginásio no antigo Colégio Estadual, hoje Liceu Cuiabano. Assim que terminou o curso ginasial, foi completar os estudos em São Paulo. Fez o curso de Agrimensura e, logo em seguida, o de Espeleologia.

    Desde que voltou para Cuiabá, em 1953, ele não parou mais de viajar, pesquisar, fotografar, topografar e colecionar. Na época, quando Cuiabá tinha carência de engenheiros, não faltou trabalho em seu escritório de engenharia, aberto no centro da cidade.

    Fazendo levantamentos topográficos para empresas e governos, Ramis Bucair desbravou o Estado de Mato Grosso.

    Em 8 de abril de 1959, Ramis Bucair fundou em Cuiabá o "Museu de Pedras Ramis Bucair", para abrigar a sua coleção particular. Trata-se do único museu particular do gênero no Brasil. (o registro do museu na Secretaria Estadual de Cultural é o Número 1, do Livro 1, Folha 1).

    Dois meses depois de fundar o museu, no dia 13 de junho, Bucair se casou com a cuiabana Elza Faria. Juntos, tiveram quatro filhos: Ramis Júnior, também engenheiro, Rosbek, economista, Ramilza, administradora, e Rógina, pedagoga.