Gabriela Galvão
Segundo informações do TRE, Silval movimentou aproximadamente R$ 11 milhões em dinheiro na campanha à reeleição. O governador teve as contas aprovadas com ressalvas e, em seguida, enfrentou recurso do MP contra a decisão. A promotoria não concordou com o entendimento dos juízes eleitorais de que não houve prejuízos à fiscalização financeira da campanha em função do volume de dinheiro sacado na “boca do caixa”, sem transferências bancárias, com emissão de cheques diretamente aos credores. A Justiça Eleitoral, contudo, indeferiu o recurso da promotoria sob argumento de que a conduta foi devidamente justificada, com ausência de ilícito contábil ou má-fé.
Enquanto o peemedebista teve suas contas aprovadas, mesmo com questionamentos do MP, as do tucano foram rejeitadas. Wilson deixou de declarar em seu balancete R$ 550 referente à doação do PSDB. Com a nova resolução eleitoral, aprovada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) neste ano, contas reprovadas tornam o candidato inelegível. O tucano deve recorrer às instâncias superiores a fim de reverter a situação e estar apto a disputar, possivelmente, uma vaga na Câmara Federal em 2014. Wilson declarou R$ 43 mil em 2010, sendo R$ 25 mil em receitas e R$ 18 mil em despesas.
No último pleito, Silval foi reeleito com 759.805 votos. Ele assumiu em abril de 2010 o governo em definitivo, assim que Blairo Maggi (PR) deixou o Governo para concorrer com sucesso ao Senado. Na corrida ao Paiaguás, Mendes sofreu a segunda derrota nas urnas, ao receber 472.475 votos, e Wilson teve a preferência de 245.527 eleitores, terminando em terceiro. Também concorreu Marcos Magno (Psol), que obteve 5.771 votos
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