Mendes opta por recuo para manter Pedro Taques aliado nestas eleições
Da Editoria - Marcos Coutinho/Da Redação - Lucas Bólico
Foto: Lucas Bólico - OD
As últimas 48 horas foram marcadas por uma tensa queda de braço entre Mendes e Taques, visto que o pedetista se mantinha intransigente e não aceitava compor com o PMDB. Por outro lado, Mendes também mantinha a convicção de que a sigla peemedebista era importante para seu projeto político.
Nas duas últimas reuniões entre os dois líderes, a intransigência era notória. Após analisar o cenário e pesar os prós e contras de uma aliança com o PMDB, que pressionava para indicar o candidato a vice de Mendes, o socialista decidiu não aceitar a imposição dos nomes colocados na mesa de negociação pela cúpula peemedebista (Totó Parente e Francisco Faiad, nessa ordem).
E o PMDB também não abriu mão de seus indicados, o que levou Mendes a reatar o diálogo com Taques, que vinha acusando seu antigo aliado de traição, incoerência etc. Diante da firmeza de Mendes em rejeitar as indicações do PMDB, o partido acabou optando por uma composição com o vereador petista Lúdio Cabral.
A aliança Lúdio-Faiad atende também aos interesses do Palácio do Planalto, que interveio nas articulações, com pedido da presidente da República, Dilma Rousseff (PT). A coligação ‘feita de última hora’ entre PT e PMDB ainda será beneficiada com o maior horário eleitoral da disputa.
A última reunião entre Mauro Mendes e líderes do PMDB aconteceu na noite de sexta-feira (29), intermediada pelo senador Blairo Maggi, na casa do próprio congressista. Na saída da reunião, que contou com a presença do governador Silval Barbosa, Mauro saiu afirmando que contava com o apoio do PMDB.
O governador Silval Barbosa admitiu que até uma hora da manhã de sábado, Totó Parente ainda era o pré-candidato oficial da legenda em Cuiabá. A resposta à ao grupo de Mendes só se concretizou, no entanto, na manhã de sábado, na casa do governador.
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